sexta-feira, 21 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Debate sobre a Comissão da Verdade.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
O Canto do Povo de um Lugar
CANTO DO POVO DE UM LUGAR:
Livre adaptação do texto “Os Meninos Cantores de Ping-Pong” de Paschoal Lourenço
Em um reino distante, um rei mandão resolve proibir todos os habitantes de cantar e decreta que aquele que desobedecer a sua ordem pegará vinte anos de prisão.
As pessoas não conseguem deixar de cantar e para não serem presas resolvem cantar escondidas em uma velha casa abandonada. Um dia chegam ao reino dois cantores desconhecidos que encorajam as pessoas a enfrentar o rei e cantar em praça pública.
O canto do povo de um lugar é um chamamento a que as pessoas cantem a vida, a poesia, a liberdade e o amor.
A montagem é o resultado do Projeto “Teatrando no Profipo” contemplado pelo Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (SIMDEC) da Fundação Cultural de Joinville, no Edital de Apoio à Cultura de 2009.
Informações técnicas:
Dramaturgia: Hélio Muniz
Direção: Hélio Muniz e Norberto X. Deschamps
Pesquisa e direção musical: Afonso Vieira e Silvia Vieira
Cenários e figurinos: O grupo
Tempo de duração: 45 minutos
Indicação: livre
ELENCO: Afonso Vieira (músico), Norberto X. Deschamps, Rosane R. Denegredo, Sílvia R. Vieira, Andréia Russi, Amanda da Rosa Belmonte, Matheus Russi, Maikon Jean Duarte, Janaína Lubke e Vanessa Costa da Rosa.
O quê: Apresentação do espetáculo “O canto do Povo de um lugar” Na cena 8:
Quando: 14/08
Local: Espaço Cultural Avá Ramin
Horário: 20h
Indicação: livre
terça-feira, 28 de junho de 2011
Problemas com endereço eletrônico
Gente,
A minha conta do Yahoo (maikon_duarte) está com problemas. Eu tenho encontrado dificuldades técnicas para acessar a conta. Inclusive com sites de redes sociais que utilizo a conta do Yahoo. Aos pouco estou migrando para a conta maikon.jean.duarte@gmail.com
Solicito que essa conta seja posta na sua agenda eletrônica.
Se vc é moderador de alguma lista, coloquei o meu novo endereço na lista: maikon.jean.duarte@gmail.com
Desculpe todo o pepino.
Abraço
Maikon K
Impasse

Todas as informações estão no cartaz.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
A greve no setor da educação
Eu sou professor de história e não estou em greve ao lado dos professores da Rede do Estado de Educação de Santa Catarina. A minha ausência na greve ocorre por não ser um professor da rede pública, mas da rede privada, porém, é um fato que não excluí a possibilidade de solidariedade com os professores em greve.
Faço a constatação não como uma experiência teórica do problema da educação no Estado de Santa Catarina. É uma experiência prática de 8 meses atuando como professor de história do Centro de Educação de Jovens e Adultos e em estágio no Colégio Senador Rodrigo Lobo, ambas em Joinville. No percurso, experimentei o suficiente para firmar uma posição pública sobre a questão.
Encontrei estruturas físicas dos espaços formais de educação abandonados, cujos problemas elétricos colocavam em risco as vidas dos profissionais da educação quanto dos educandos.
As bibliotecas escolares faltavam profissionais especializados. O acervo composto por doações individuais de moradores da comunidade que a Escola está inserida, ou da iniciativa privada, esta faz as doações de acordo com os seus interesses ideológicos, de certo modo, à educação pública ganha, paulatinamente, a dinâmica da iniciativa privada.
As direções escolares são cargos políticos. Onde habitualmente ocorrem os mandos das ordens políticas partidárias estabelecidas em acordos sem participação direta dos reais interessados, a população. Assim, professores que aceitam o autoritarismo político partidário passam atuar como agentes contra a educação de fato pública. Onde, em vários casos, se torna comum a ruptura com os parâmetros curriculares e conceituais toscamente construídos coletivamente.
A luta dos trabalhadores na educação estadual é pelo Piso Salarial, que liga diretamente as outras demandas. Questão que não descaracteriza a reivindicação, pelo contrário, demonstra a amplitude na trajetória do fazer a educação.
É o dever de cada um demonstrar a solidariedade. Pois, como ensinaram os Wobblies (apelido dado aos filiados ao IWW – Trabalhadores Industriais do Mundo), a luta contra exploração dos trabalhadores é um dever de todos os trabalhadores, já que a lógica do trabalho está condicionado a maioria ao sofrimento, ao desgaste e a exploração do coletivo, enquanto a ordem das coisas funciona em nome dos interesses individuais e dos Partidos Políticos no comando.
domingo, 19 de junho de 2011
Amor e Revolução
O caderno “Ilustrada”, da Folha de São Paulo, no dia 01 de Junho de 2011, publicou duas pequenas notas sobre a novela do SBT “Amor e Revolução”. A novela em questão utiliza da história do tempo presente, a ditadura civil-militar. Eu não vou comentar sobre a novela, pois assisti poucos episódios e tive o sentimento de vergonha alheia. As duas notas da Folha comentavam sobre uma pesquisa de opinião sobre “Amor e Revolução”, que apontou uma estranheza da população pela novela tratar os militares como vilões, enquanto os comunistas são vistos como heróis.
O que chamou a minha atenção é o fato que a nota comprova o quanto a história recente do país é abordada de um ponto de vista claro, bem definido: O golpe civil-militar de 1964 foi uma revolução redentora, que serviu para manter a “ordem” e “paz”, cujos todos os meios aplicados estavam pautados na justiça. Ou seja, A história ensinada ignora a violência do Estado Brasileiro, assim como aplicada pelos grupos armados contrários ao regime, tinham um contexto, que o presente precisa compreender o passado, mais do que separar em vilões e heróis.
O passado recente, precisa ser observado e interpretado com bases sólidas, não faço referência somente à dinâmica acadêmica, como aponta Beatriz Sarlo e os seus seguidores, mas como uma base interpretativa baseada nos direitos humanos. Quem sabe, seja aí um caminho para o passado não se torne uma manifestação de ódio no tempo presente.
Passport: para cada fronteira urbana
A peça Passport ocorre com força. Ainda temos as seguintes apresentações: 18, 19, 23, 24, 25 e 26 de junho de 2011, às 20h, PRAÇA DA BANDEIRA, CENTRO DE JOINVILLE-SC
Reproduzo o meu texto que está no programa da peça.
Passport: para cada fronteira urbana
No dia 18 de março de 2010, os jornais noticiaram a “Operação de Guerra”, era é contenção do tráfico de drogas no centro de Joinville. Ao reproduzirem a fala do major, responsável pela operação, veio a público o que era feito e não dito na mídia local:
“Abordem qualquer pessoa que esteja desocupada, incluindo prostitutas e travestis. Se continuarem pelas ruas, abordem novamente. Façam isso dez vezes se for preciso”
A guerra utilizava do discurso antidrogas para a limpeza social. Neste caso, o major sentenciou uma prática culturalmente aceita. Que não será mais permitida a circulação de pessoas desocupadas, inclusive, mulheres ou travestis em condição de prostituição. O lixo precisava ser retirado dos olhos do público, a higienização das ruas centrais. As fronteiras, paulatinamente, não já eram mais invisíveis.
Para as mulheres e travestis em condição de prostituição não existem passport. Aos desempregados, que podem entrar no contexto de desocupado, o passport é somente a carteira assinada. Aos moradores das periferias da cidade da “ordem”, da “paz social” e do “trabalho, o passport é ter R$ 2,55 para sair do Bairro e outros R$ 2,55 para voltar à sua casa. Ao adolescente negro que circula nas ruas do bairro “de origem”, só permitido se for numa viatura policial. Para garoto pobre e gay demonstrar sua afetividade é preciso estar na escuridão de quatro paredes do seu quarto, jamais numa danceteria do centro, ou da periferia. As fronteiras na cidade estão postas por critérios de poder do capital e das culturas dominantes.
A cidade torce pela Rua das Palmeiras voltar a ser um cartão postal. Vibra com a possibilidade de utilizar os direitos constitucionais na Praça da Bandeira, é a alegria por torna-se possível, prazerosa ao exercer civismo pátrio. Sorri por não ter o “bom bairro” invadido por figuras das periferias e, sem precisar esconder a demonstração da afetividade heterossexual.

