terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Batucaço contra o aumento

A Frente de Luta pelo Transporte Público organizou atividades para barrar o aumento da tarifa do zarcão.


Oficina de percussão
18 de dezembro (Domingo) - 15 horas na Praça dos Suíços, na frente da Cidadela Cultural.

Batucaço contra o aumento
21 de dezembro (quarta-feira) - 18 horas na Praça da Bandeira, ao lado do Terminal Urbano Central
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Memória das lutas sociais

Veja a sorridente senhora Rosa Parks (1913-2005)

Reproduzo o que escreveu a professora Aliuscha Martins:

"Em 01/12 de 1955, Rosa Parks foi presa no estado do Alabama por não ceder seu lugar no ônibus a um branco, conforme obrigava a legislação deste estado. Na luta por direitos civis, a população que se opunha ao regime de segregação ficou 1 ano e 16 dias sem usar o sistema de transporte público."


Um outro lugar, outro contexto, outros tempos, outro povo, mas a mesma disposição de se brigar para que os desígnios da política se orientem pelo desejo popular. TRANSTUSA E GIDION MERECIAM UM BOICOTE ASSIM, ATÉ ENTENDER QUE TRANSPORTE PÚBLICO É PÚBLICO!!"


Espaço para divulgar a luta contra o aumento da tarifa.

O Jornal A notícia (Leia aqui) noticiou o aumento da tarifa do transporte coletivo para R$ 2,70. Na minha condição de usuário do transporte coletivo, destino o espaço do blogue para divulgar a luta contra o aumento da tarifa.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Eu tinha dificuldade para sair do armário.

Eu tinha dificuldade para sair do armário. Aos 24 nos de idade completavam oito anos de leitura sobre o tema, debates com compas e inimigos de classe. Pois bem, em 30 de outubro de 2003, ocupei a reitoria e sofri um processo administrativo. O que potencializou a minha condição política ideológica anarquista. (ou: como está na moda, à condição de vândalo politizado). A questão é que estou de fora de todos os armários da opressão para divulgar a 2ª Feira Anarquista de São Paulo.

O GEIPA – Grupo de Estudos das Ideias e Práticas Anarquistas de Joinville – participará do primeiro debate do dia (10 horas da matina), ao lado de outros compas de luta e estudo.

Acesse a programação: http://feiranarquistasp.wordpress.com/programacao/


PS: entenda a presente postagem como uma tentativa de representar textualmente um pouco de humor.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Nasci pra isso.

Lá fora, em diferentes cantos da cidade, vibram coisas para fazer. Cinema numa mostra. Conversas num bar por longas horas e, por mais perdedor que possa parecer, o apartamento poderia receber várias vibrações de amigos, verdadeiros irmãos de coração urbano.

Eu? Permaneço sentado no sofá, sem vontade de levantar para depositar algo no estômago. Como diz no filme “O Palhaço”, o cão nasce pra`quilo, o rato pra`quilo outro e eu nasci isso mesmo, engordar sem nada comer, só sentado no sofá frente a frente ao cubo mágico assassino da imaginação e da vida.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Debate sobre a Comissão da Verdade.

A advogada dos direitos humanos Cynthia Pinto da Luz escreveu:

"O CDH fará esse debate na próxima quinta-feira, com o professor Maikon Jean Duarte, na Escola de Direitos Humanos". Leia, aqui

Eu deveria ter comunicado com mais antecedência por aqui, mas a correria cotidiana não permitiu. Caso esteja com a agenda livre na noite de hoje, compareça.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O Canto do Povo de um Lugar


CANTO DO POVO DE UM LUGAR:

Livre adaptação do texto “Os Meninos Cantores de Ping-Pong” de Paschoal Lourenço

Em um reino distante, um rei mandão resolve proibir todos os habitantes de cantar e decreta que aquele que desobedecer a sua ordem pegará vinte anos de prisão.

As pessoas não conseguem deixar de cantar e para não serem presas resolvem cantar escondidas em uma velha casa abandonada. Um dia chegam ao reino dois cantores desconhecidos que encorajam as pessoas a enfrentar o rei e cantar em praça pública.

O canto do povo de um lugar é um chamamento a que as pessoas cantem a vida, a poesia, a liberdade e o amor.

A montagem é o resultado do Projeto “Teatrando no Profipo” contemplado pelo Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (SIMDEC) da Fundação Cultural de Joinville, no Edital de Apoio à Cultura de 2009.

Informações técnicas:

Dramaturgia: Hélio Muniz

Direção: Hélio Muniz e Norberto X. Deschamps

Pesquisa e direção musical: Afonso Vieira e Silvia Vieira

Cenários e figurinos: O grupo

Tempo de duração: 45 minutos

Indicação: livre


ELENCO: Afonso Vieira (músico), Norberto X. Deschamps, Rosane R. Denegredo, Sílvia R. Vieira, Andréia Russi, Amanda da Rosa Belmonte, Matheus Russi, Maikon Jean Duarte, Janaína Lubke e Vanessa Costa da Rosa.

O quê: Apresentação do espetáculo “O canto do Povo de um lugar” Na cena 8:

Quando: 14/08

Local: Espaço Cultural Avá Ramin

Horário: 20h

Indicação: livre



terça-feira, 28 de junho de 2011

Problemas com endereço eletrônico

Gente,

A minha conta do Yahoo (maikon_duarte) está com problemas. Eu tenho encontrado dificuldades técnicas para acessar a conta. Inclusive com sites de redes sociais que utilizo a conta do Yahoo. Aos pouco estou migrando para a conta maikon.jean.duarte@gmail.com

Solicito que essa conta seja posta na sua agenda eletrônica.

Se vc é moderador de alguma lista, coloquei o meu novo endereço na lista: maikon.jean.duarte@gmail.com

Desculpe todo o pepino.

Abraço

Maikon K

Impasse

Sou um bosta por divulgar um evento que minha ausência é certa. Parece que sou um comentador das lutas sociais. Até que tenho uma boa justificativa, pois vou participar de mais uma tentativa de levar a frente um Grupo de Teatro cuja perspectiva tem relação com os movimentos sociais.

Todas as informações estão no cartaz.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A greve no setor da educação

Eu sou professor de história e não estou em greve ao lado dos professores da Rede do Estado de Educação de Santa Catarina. A minha ausência na greve ocorre por não ser um professor da rede pública, mas da rede privada, porém, é um fato que não excluí a possibilidade de solidariedade com os professores em greve.

Faço a constatação não como uma experiência teórica do problema da educação no Estado de Santa Catarina. É uma experiência prática de 8 meses atuando como professor de história do Centro de Educação de Jovens e Adultos e em estágio no Colégio Senador Rodrigo Lobo, ambas em Joinville. No percurso, experimentei o suficiente para firmar uma posição pública sobre a questão.

Encontrei estruturas físicas dos espaços formais de educação abandonados, cujos problemas elétricos colocavam em risco as vidas dos profissionais da educação quanto dos educandos.

As bibliotecas escolares faltavam profissionais especializados. O acervo composto por doações individuais de moradores da comunidade que a Escola está inserida, ou da iniciativa privada, esta faz as doações de acordo com os seus interesses ideológicos, de certo modo, à educação pública ganha, paulatinamente, a dinâmica da iniciativa privada.

As direções escolares são cargos políticos. Onde habitualmente ocorrem os mandos das ordens políticas partidárias estabelecidas em acordos sem participação direta dos reais interessados, a população. Assim, professores que aceitam o autoritarismo político partidário passam atuar como agentes contra a educação de fato pública. Onde, em vários casos, se torna comum a ruptura com os parâmetros curriculares e conceituais toscamente construídos coletivamente.

A luta dos trabalhadores na educação estadual é pelo Piso Salarial, que liga diretamente as outras demandas. Questão que não descaracteriza a reivindicação, pelo contrário, demonstra a amplitude na trajetória do fazer a educação.

É o dever de cada um demonstrar a solidariedade. Pois, como ensinaram os Wobblies (apelido dado aos filiados ao IWW – Trabalhadores Industriais do Mundo), a luta contra exploração dos trabalhadores é um dever de todos os trabalhadores, já que a lógica do trabalho está condicionado a maioria ao sofrimento, ao desgaste e a exploração do coletivo, enquanto a ordem das coisas funciona em nome dos interesses individuais e dos Partidos Políticos no comando.

domingo, 19 de junho de 2011

Amor e Revolução

O caderno “Ilustrada”, da Folha de São Paulo, no dia 01 de Junho de 2011, publicou duas pequenas notas sobre a novela do SBT “Amor e Revolução”. A novela em questão utiliza da história do tempo presente, a ditadura civil-militar. Eu não vou comentar sobre a novela, pois assisti poucos episódios e tive o sentimento de vergonha alheia. As duas notas da Folha comentavam sobre uma pesquisa de opinião sobre “Amor e Revolução”, que apontou uma estranheza da população pela novela tratar os militares como vilões, enquanto os comunistas são vistos como heróis.

O que chamou a minha atenção é o fato que a nota comprova o quanto a história recente do país é abordada de um ponto de vista claro, bem definido: O golpe civil-militar de 1964 foi uma revolução redentora, que serviu para manter a “ordem” e “paz”, cujos todos os meios aplicados estavam pautados na justiça. Ou seja, A história ensinada ignora a violência do Estado Brasileiro, assim como aplicada pelos grupos armados contrários ao regime, tinham um contexto, que o presente precisa compreender o passado, mais do que separar em vilões e heróis.

O passado recente, precisa ser observado e interpretado com bases sólidas, não faço referência somente à dinâmica acadêmica, como aponta Beatriz Sarlo e os seus seguidores, mas como uma base interpretativa baseada nos direitos humanos. Quem sabe, seja aí um caminho para o passado não se torne uma manifestação de ódio no tempo presente.

Passport: para cada fronteira urbana

A peça Passport ocorre com força. Ainda temos as seguintes apresentações: 18, 19, 23, 24, 25 e 26 de junho de 2011, às 20h, PRAÇA DA BANDEIRA, CENTRO DE JOINVILLE-SC

Reproduzo o meu texto que está no programa da peça.

Passport: para cada fronteira urbana

No dia 18 de março de 2010, os jornais noticiaram a “Operação de Guerra”, era é contenção do tráfico de drogas no centro de Joinville. Ao reproduzirem a fala do major, responsável pela operação, veio a público o que era feito e não dito na mídia local:

Abordem qualquer pessoa que esteja desocupada, incluindo prostitutas e travestis. Se continuarem pelas ruas, abordem novamente. Façam isso dez vezes se for preciso

A guerra utilizava do discurso antidrogas para a limpeza social. Neste caso, o major sentenciou uma prática culturalmente aceita. Que não será mais permitida a circulação de pessoas desocupadas, inclusive, mulheres ou travestis em condição de prostituição. O lixo precisava ser retirado dos olhos do público, a higienização das ruas centrais. As fronteiras, paulatinamente, não já eram mais invisíveis.

Para as mulheres e travestis em condição de prostituição não existem passport. Aos desempregados, que podem entrar no contexto de desocupado, o passport é somente a carteira assinada. Aos moradores das periferias da cidade da “ordem”, da “paz social” e do “trabalho, o passport é ter R$ 2,55 para sair do Bairro e outros R$ 2,55 para voltar à sua casa. Ao adolescente negro que circula nas ruas do bairro “de origem”, só permitido se for numa viatura policial. Para garoto pobre e gay demonstrar sua afetividade é preciso estar na escuridão de quatro paredes do seu quarto, jamais numa danceteria do centro, ou da periferia. As fronteiras na cidade estão postas por critérios de poder do capital e das culturas dominantes.

A cidade torce pela Rua das Palmeiras voltar a ser um cartão postal. Vibra com a possibilidade de utilizar os direitos constitucionais na Praça da Bandeira, é a alegria por torna-se possível, prazerosa ao exercer civismo pátrio. Sorri por não ter o “bom bairro” invadido por figuras das periferias e, sem precisar esconder a demonstração da afetividade heterossexual.

sábado, 11 de junho de 2011

O possível impeachment do prefeito Carlito Mers (do PT)

No livro “Incidente em Antares”, do escritor gaúcho Erico Verissimo, encontrei o seguinte trecho:

“...um boato é uma espécie de enjeitadinho que aparece à soleira duma porta, num canto de muro ou mesmo no meio duma rua ou duma calçada, ali abandonado não se sabe por quem; em suma, um recém-nascido de genitores ignorados. Um popular acha-o engraçadinho ou monstruoso, toma-o nos braços, nina-o, passa-o depois ao primeiro conhecido que encontra, o qual por sua entrega o inocente ao cuidado de outro ou outros, e assim o bastardinho vai sendo amamentado de seio em seio ou, melhor, de imaginação em imaginação. E em poucos minutos cresce, fica adulto – tão substancial e dramático é o leite da fantasia popular -, começa a caminhar pelas próprias pernas, a falar com própria voz e, perdida a inocência, a pensar com a própria cabeça desvairada, e há um momento em que se transforma num gigante,maior que os mais altos edifícios da cidade, causando temores e às vezes até pânico entre a população, apavorando até mesmo aquele que inadvertidamente gerou.”

Não é um ataque ao jeito petista de governar a cidade de Joinville, menos ainda uma defesa. É apenas uma observação encontrada em plena leitura de sábado a tarde.

sábado, 4 de junho de 2011

A inversão do peleguismo momentâneo

No momento final da minha passagem de estudante de história para professor de história, fui obrigado a fazer um juramento da área da História. A situação foi um tanto estranha. Na ocasião veio à memória um juramento feito, quando tinha 11 anos e era escoteiro. O juramento da minha época de moleque falava sobre disciplina e respeitar as autoridades. Espero não ter levado muito a sério aquele juramento. Já o juramento da área da história foi interessante. Um típico discurso de valorização dos direitos constitucionais, ética e outras coisinhas. De certa maneira, agora de acordo com os meus princípios político-ideológicos, o juramento era no mínimo “peleguismo” momentâneo.

Lembro disso tudo porque esses tempos, declarações de professores de história sobre a prisão de Batistti causaram um pavor, trazendo a lembrança o juramento da área da história. As referidas declarações de professores de história levantavam bandeiras favoráveis à extradição do preso político italiano Cesare Battisti. Os argumentos de uma tosquice sem dó, como “matou tem que pagar” ou “A Itália tem democracia, não era preciso a luta armada”. Falas soltas e irresponsáveis para os-as atuadores-as da área da história. Nem fazia uso de verborragias sociológicas retiradas da orelha de algum livro clássico. Era um típico lixo escrito por leitor da Revista Veja. Sabe, no mesmo momento, jogavam fora o juramento da área de história, invertiam o peleguismo momentâneo por uma opção declaradamente política conservadora e contrária aos princípios básicos e fundamentais dos direitos humanos.


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Diário de classe - X

Um fragmento para hoje :

Dia após dia naga-se às crianças o direito de ser crianças. Os fatos, que zombam desse direito, ostentam seus ensinamentos na vida cotidiana. O mundo trata os meninos ricos como se fossem dinheiro, para se acostumem a atuar como o dinheiro atua. O mundo trata os meninos pobres como se fossem lixo, para que se transformem em lixo. E os do meio, os que não são ricos nem pobres, conserva-os atados à mesa do televisor, para que aceitem desde cedo, como destino, a vida prisioneira. Muita magia e muita sorte têm as crianças que conseguem ser crianças.

Eduardo Galeano

sábado, 28 de maio de 2011

Diário de classe - IX (ou: a presença negra na história)

Eu tenho participado de conversas sobre a presença negra na formação da América colonizada pela Espanha e por Portugal. As discussões ocorreram nas salas de aulas do Colégio Bom Jesus, cuja história do tempo presente está voltada para um setor da cidade de Joinville, uma elite econômica ligada à historicidade teuto-brasileira, que hoje está sendo alterada por conta das mudanças culturais ocorridas na cidade de Joinville.

As conversas giraram em torno de conceitos: questões étnicas, afro-descedentes, práticas culturais compartilhadas por pessoas de diferentes matrizes culturais; as influências da música negra do samba ao rock; a presença do racismo na sociedade brasileira.

O ponto mais pertinente do debate foi envolvendo a prática comum entre os teutos-brasileiros locais, onde se tem a ocorrência de entender somente os membros do seu grupo como portadores de uma “origem”. Após o término de cada aula, a sensação que o debate estava ocorrendo no lugar certo, na hora certa e com a visão de mundo necessária para mediar o debate e apresentar conceitos da história e da sociedade do tempo presente.

Ao escrever o último parágrafo, percebo a importância da promoção de debates sobre o tema, mesmo na cidade em que as leis são determinadas pelo mercado e por fortes traços preconceituosos as diferenças culturais, tanto nos que são os dominadores, aos que se colocam como dominados, como alguns de meus “companheiros de classe”.

Em uma semana ouvi relatos que relacionavam a história e a miséria da população negra no tempo presente. Em uma semana senti as inquietações nos corpos de adolescentes da sétima série. Em uma semana vi os olhos com lágrimas ao perceberem um mundo tão desigual. Em uma semana senti que ainda existem possibilidades de mudanças.

***

Os acontecimentos relatados ocorreram na presente semana. Momento em que a cultura política, musical, literária e a teatral perdeu duas referências:

http://www.abdias.com.br/

Abdias do Nascimento morreu aos 97 anos, no dia 23 de maio de 2011. Uma referência na história da luta política do povo negro, tanto no Brasil e no mundo.


http://gilscottheron.net/

Gil Scott-Heron morreu aos 62 anos, no dia 27 de maio de 2011. Artista da música e da literatura. No final dos anos de 1960, fez das palavras escritas e cantadas um meio para interpretar as realidades vivenciada pela população negra nos Bairros de New York.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Triste. Lamentável.

Em 200 anos de história das lutas sociais, o laço mais valioso foi a solidariedade, o apoio mútuo entre as classes exploradoras pelo Estado e Capitalismo.

***

Não é possível nenhum discurso acadêmico fazer acreditar que um professor da rede municipal de educação recebe um bom salário, que as escolas "nas mais em perfeitas condições".

Não é possível um discurso contrário a Esquerda Marxista fazer acreditar que as necessidades dos servidores municipais estão pautadas em mentiras.

Não é possível um ser vivo que gritou por passe livre, ou contra o aumento das mensalidades nas universidades, afirmar que a infra-estrutura e os pagamentos na rede estadual de educação são adequados com as necessidades do processo de educação.

***

Triste. Lamentável. Vontade de correr para um quarto escuro e lá permanecer por longos dias, semanas, até os anos provocarem o meu falecimento frente a história.

domingo, 22 de maio de 2011

Mimado pra cacete.

Eu faço por merecer a fama de mimado. Não vou partilhar de hipocrisia em relação ao tema, sou mimado e ponto final. Afinal de contas, o que esperar de um homem que foi criado pela avó, pela tia e pela mãe? O que esperar de uma figura que cortou o cordão umbilical aos 30 anos de idade? Depois de não deixar uma única dúvida do quanto sou mimado, vou narrar algo sobre o mimo em mim.

O meu corpo dominado pela gripe é o meu estágio avançado no estado do mimo. Fico insuportável com todas as pessoas, fico manhoso. Nem posso tocar na louça para lavar na pia, posso me transformar num doente em estado terminal. Se alguém olhar pra mim, já estou preparado com uma afiada faca para apunhalar pelas costas. Devoro todos os pacotes de bolachas, viro uma criança morta da fome perdida num supermercado.

Procuro um livro já lido, como o “Caras dessas idade já não lêem manuais”, de Leonardo Panço. Olhos as letras distribuídas de maneira coloquial nas páginas, quero jogar o livro pela janela do banheiro. Resolvo procurar uma citação no “Reflexos do Baile”, do Antonio Callado, nada encontro. Penso que um dia vou morrer por nunca anotar as possíveis citações que futuramente terão uma utilidade. Vou até o James Ellroy, solto um dicionário Aurélio de palavrões ao autor. Como contar da morte da sua mãe daquela maneira? Tento ler, não rola.

A saída é abrir um pacote de bolacha Prestígio, abrir um arquivo de texto e redigir quatros parágrafos contra o homem mimado que sou. Deixando os possíveis leitores com raiva de mim, por chegar ao final do quarto parágrafo e perceber que esse texto é mais uma típica crônica sem conteúdo, tão comum aos jornais diários.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Que bom! (ou: a contradição)

Os últimos dois as escolhas estiveram presentes, todas ligadas a minha vida profissional.

A primeira foi perceber que tenho uma vida profissional definida, me tornei educador, antes tinha um diploma universitário.

Um segundo momento foi ocupar o tempo com longas jornadas de trabalho no chão da sala de aula, o que usa mais outras horas laboriosas no escritório doméstico.

A terceira escolha foi tentar combinar o teatro e trabalho, me tornar um trabalhador do teatro. A escolha me fez contra-regra, ator, apertar botões em mesas de luz e som, acompanhado da audácia de ser assistente de direção.

A combinação das três escolhas acarretou no afastamento de amigos e amigas, até mesmo familiares. No instante que escrevo o lamento por me afastar, percebo que novos laços afetivos surgiram. Que bom!

É habitual nas escolhas momentos de tristezas. Numa manhã, logo ao acordar, verbalizei algo próximo de “Bom dia, tristeza”. Era a falta de pessoas lindas e importantes na minha formação. No transcorrer daquele dia, a tristeza se perdeu na rotina de trabalho, ao chegar o começo da noite, tinha uma satisfação por vivenciar todas as últimas escolhas. Ou seja, a contradição de viver na cidade do capital.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Lorotas do corredor de História I

Uma grande lorota do meu tempo de graduação foi um ato de violência. Lembro até a data, 30 de outubro de 2003. Dia que o Conselho Administrativo votava um aumento absurdo na mensalidade, só não lembro o valor exato.

Na ocasião, a gestão no poder do DCE chamava-se Jornada Acadêmica, cujo nome era farsa, pois nada existia de profundidade acadêmica nos estudos nem na política. O lance era um encardido modelo político-partidário de manipulação, envolvendo frágeis nomes de pretensos políticos profissionais do PMDB.

Evidente que surgiu uma forte oposição ao modelo de gestão, especialmente nos cursos de Letras, Direito, História e Geografia, entre algumas individualidades de outros cursos. A ação crítica da oposição era clara: a gestão estava interessada em agradar a administração da UNIVILLE e aos interesses externos dos estudantes em detrimento das necessidades estudantis.

No referido contexto, um grupo expressivo de estudantes, algo entre 400 a 500 estudantes, organizaram a resistência contra o aumento. A última medida seria a ocupação do prédio da reitoria se não houvesse a paralisação da votação, abrindo uma discussão ampla e democrática. É óbvio que não ocorreu nenhum atendimento da oposição estudantil.

Por volta das 20 horas à oposição ocupou o prédio da Reitoria. O presidente do DCE resolveu impedir solitariamente, agindo como um Dom Quixote às avessas, a ocupação. O resultado foi a “massa” entrando no prédio, cancelando a reunião. No momento várias viaturas da polícia, dos bombeiros, dos jornais e outros foram chamados para conter o ato violento. Deixo para outro dia um relato detalhado do episódio.

No dia seguinte, o Dom Quixote as avessas, acompanhado dos seus promotores de festas, apareceu com o braço envolvido por um gesso. O braço havia sido quebrado na noite da ocupação, segundo a própria vítima, o responsável havia sido este que escreve no blog.

Hoje tenho um misto de risada e revolta com o fulano, é claro. Mas até o esses dias tinha só revolta. Felizmente a mentira não ganhou corpo, inclusive dois dias depois a vítima já havia retirado o gesso. Quem sabe tenha ocorrido uma intervenção divina no rápido processo de cura.

domingo, 15 de maio de 2011

Diário de classe - VIII

Num dia desses tirei um tempinho para conversar com uma psicóloga, um papo não profissional, tinha certo caráter afetivo encontrado em relações de amizade. Fato que muda as questões subjetivas do papo.

Na conversa falávamos das dificuldades das pessoas entenderem as verdades individuais, aquelas cotidianas.

Serei mais objetivo: estou de saco cheio de lidar com os preconceitos identificados na minha vivência profissional. É difícil, posso afirmar que é a parte mais triste.

As situações provocam pensamentos de uma possível desistência. Largar mão da minha escolha profissional. Sim, ser educador foi uma escolha pensada, calculada. Ao contrário de um número significativo de professores, não acabei na licenciatura por ter “falhado” na tentativa de ser engenheiro, ou médico, ou administrador.

É triste viver no contexto em que um homem não pode assumir publicamente que parte das suas manhãs de sábado são dedicadas aos serviços domésticos, ou de que toda noite caminha com Alfredo, ou que partilha de amor por seus amigos gays e suas amigas lésbicas.

Ao perceber que sou educador, não professor, aquela figura que encara a sala de aula da mesma maneira que aperto o parafuso da porta do apartamento nas manhãs de sábado. É o momento que largo a mão de desistir.

domingo, 8 de maio de 2011

Passaport

Passaport é a nova montagem da CIA Rústico Teatral. O Samuca e o Vini me convidaram para fazer assistência de direção. Clique aqui para acompanhar a reta final dos ensaios.

PASSAPORT, de GUSTAVO OTT - espetáculo licenciado pela ABRAMUS - TEMPORADA em 16, 17, 18, 19, 23, 24, 25 e 26 de junho de 2011, às 20h, PRAÇA DA BANDEIRA, CENTRO DE JOINVILLE-SC - Cia. Rústico Teatral e Studio Escola de Atores - ELENCO Robson Benta, Rodrigo Vargas e Vinicius da Cunha - CRIAÇÃO DE LUZ Flavio Andrade - TRILHA SONORA Leandro Pedrotti Coradini - DESIGN GRÁFICO Isadora Dickie - PRODUÇÃO EXECUTIVA Luciano Cavichiolli e Samuel Kühn - ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO Maikon Duarte - DIREÇÃO Samuel Kühn.

domingo, 1 de maio de 2011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

domingo, 10 de abril de 2011

Lorotas do corredor de História

O começo de noite nos bancos do campus universitários eram os mesmos. Cada dia, cada hora havia uma rotina específica.

Era o cara da mídia entrando no banheiro superior do Bloco A. Entrava comunicar oficial, saía boleiro fardado de gremista.

Outros estudantes corriam para imprimir o index do dia, pretendendo ler apressadamente, ao mesmo tempo em que comiam salgados assados da cantina infestada de ratos.

Um grupo de estudantes de história cercava um professor gente boa. Nos últimos quarentas anos tinha se tornado um guru de um número expressivo de estudantes.

Outros estavam com discursos inflamados contra a reitoria. Uns olhavam atentamente o desfile das garotas do curso de medicina, odonto, farmácia e direito. Tornavam mulheres em objetos de desejo.

Assim constituía a trajetória cotidiana do campus. Eram histórias vividas. As memórias condenadas a nenhuma importância além das rodas de papo.

No momento de nostalgia voraz, lembro de causos, levados aqui como lorotas do corredor de História. Aguardem.

sábado, 9 de abril de 2011

Diário de classe VII

Na semana passada aconteceu o projeto Repensando a leitura em nossas vidas, cujo tema foi “Sociedade de Consumo”. O objetivo do evento era pensar a leitura além do texto, era uma leitura de vida, por isso ler e refletir por meio de oficinas a sociedade de consumo foi um bom mote para a meninada do ensino fundamental do Bonja.

Não vou cair na digressão sobre os rumos e apontamentos do evento, vou me deter num episódio.

Era sexta-feira, 01 de abril, o meu horário de expediente havia encerrado. Enquanto o horário de pegar o zarcão não chegava, aproveitei para conversar com o porteiro do Bonja, o Joelson. Falamos sobre o trabalho e o cansaço provocado com a venda da força de trabalho.

Conversa vai e conversa vem. Uma menina e um menino chegaram a guarita para fazer uma entrevista para a oficina que participavam. O menino olhou para mim, demonstrava um interesse em conduzir a entrevista comigo.

Menino: “Meu, o professor tá aqui.”

Menina: “E?

Menino: “Vamos fazer a entrevista com ele.”

Menina: “Não!

Menino: “Por que?

Menina: “Só pode entrevistar trabalhador.

Menino: “É verdade.

Ambos olharam para o Joelson e falaram em conjunto “Vamos fazer a entrevista com o Joelson.

E eu? Fiquei com cara de panaca até ir ao ponto, entrar no zarcão e chegar a minha casa. Dizem que tudo na vida é uma lição...E eu aprendi que é preciso trabalhar o conceito de trabalho com a meninada.

(p.s: é um texto de humor escrito por quem vive de mau humor.)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

"Sou o pai e sou a mãe"


"Sou o pai e sou a mãe", de Sara Simas, será lançado no sábado (09-04-2011). A publicação vale a pena a leitura. O livro foi resultado de dois anos de mestrado em história na UDESC. É uma contribuição para discutir a cidade e as realidades das mulheres.

quinta-feira, 31 de março de 2011

GEIPA no mês de Abril

O acesso a internet instigou a preguiça no ato de suprir as curiosidade sobre os diferentes temas. Para complicar ainda mais, as pesquisas rápidas e superficiais são (?) suficientes para formar uma opinião e um julgamento. A anarquia é um exemplo dessas pesquisas superficiais. Caso tenha curiosidade com anarquia, deixa o google de lado, venha ao encontro do GEIPA, Grupo de Estudos das Ideias e Práticas Anarquistas. Mais informações na imagem:

http://geipajoinville.blogspot.com/

terça-feira, 29 de março de 2011

2 vezes 3 = duas triologias

TRIOLOGIA DO BEM

O pai, sua feliz esposa e três filhos, dois homens e uma mulher.

O filho mais velho precisou de apoio financeiro, os estudos foram pagos. Ao casar, mais uma vez o pai foi solicito. O filho do meio, foi dos braços da mãe a cadeira de roda, nunca falou muito, é possível que nem tenha pensando além do papai e da mamãe. Nessa trajetória precisou de cuidados médicos, o pai atendeu. A última criança, uma menina, precisou de carinho. Os braços do pai envolveram o corpo dela que estava abandono no orfanato.

TRIOLOGIA DO MAL

A mãe solteira, sempre entregue as necessidades do filho.

O filho nasceu. Único ser vivo da mãe solteira ludibriada pela paixão numa linha de produção têxtil. No percurso da sua história, a mãe declinou-se a todos os trabalhos possíveis, na busca de atender as necessidades de saúde; a meningite, a epilepsia, a depressão... Ao crescer, sonhos de continuar nos bancos escolares foram altos, a mãe batalhou, acolheu os sonhos do outro como seus. Nos momentos de desesperos, em gritos de agonia por carinho, lá estavam os braços da mãe e a fala pedindo “Calma, meu filho. Calma, por favor.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Diário de Classe - VI

Sempre que posso faço uso da seguinte citação:

Os dias passavam e eles de olho no céu, acreditando em nuvens distantes que sumiam de repente, como se num passe de mágica. Quebravam pedaços de terra nas mãos, acariciavam o solo, dissolviam os torrões entre os dedos, rolavam o pó pelo polegar cheio de calos, experimentavam a terra com a língua, conversavam com ela. Lisonjeavam, pediam desculpas, imploravam. Um dia, um jornal do litoral apareceu por lá e depois escreveu: “O camponês conhece a textura da terra melhor que o próprio rosto.” Quando a reportagem foi lida em voz alta, num dos campos de retirantes, um velho riu e disse: Mas Claro! Eu nasci ali, sou pobre demais para ter espelho, e nunca teve água suficiente para fazer uma poça.Retirado do livro Um país distante, Daniel Mason. Editora Companhia das Letras. São Paulo 2008

O fragmento é rico como mobilização para o tema diversidade e desigualdades, assuntos arriscados para trabalhar em sala de aula.

terça-feira, 22 de março de 2011

Uma questão de direitos humanos

Numa situação que a extradição funcionará como uma condenação a morte. A história tem o papel fundamental de assegurar os direitos humanos. Cabe a sociedade brasileira, do historiador ao trabalhador de chão de fábrica, considerar os direitos humanos, mesmos negligenciados em nossos cotidianos, uma garantia mínima a todos os seres humanos.

Liberdade a Battisti!!!

Mais informações no http://cesarelivre.org/


quinta-feira, 17 de março de 2011

Diário de classe - V

Eu acredito na música como um elemento que agrega no processo educacional. Na minha curta trajetória de professor, coleciono experiências suficientes para sustentar a afirmação. Vou tentar registrar as mais emblemáticas.

Eu e a música.

Antes disso preciso registrar a importância da música na minha formação como pessoa. A minha maturidade sonora ocorreu ao escutar o lp Pela Paz em todo mundo, da banda Cólera. Eu tinha doze anos e nenhuma perspectiva de futuro. A secretária estadual de educação me preparava para ser um trabalhador na reposição de mercadoria num supermercado de Bairro ou um operário de chão de fábrica. Experimentei a última função, mas fui demitido por motivos nobres e dignos a um trabalhador do século XIX, como diria um pos-moderno bem sucedido. Hoje sou um funcionário, não numa fábrica, mas aí já outra discussão. A música (e tudo que envolve o) punk-hardcore me colocou outras perspectivas de futuro, pra mim, melhores do que o Estado idealizou. Parafraseando Naomi Klein, a música criou janelas nas cercas.

Black Flag

Eu fui professor numa escola da rede estadual de educação. O bairro era uma fronteira criada pela mídia, separava toda a cidade “civilizada” e “pacífica” de uma suposta Faixa de Gaza local. A minha experiência com uma turma do ensino médio era dominada por ansiedade e nervosismo. A turma era desafiadora.

Numa manhã vesti um moleton preto, cujas mangas eram seguradas com firmeza, como se fosse me proteger dos problemas imaginados. No fundo da sala estavam os roqueiros, camisetas do Black Sabbath e Green Day. Eu apaixonado por punk rock teria que lidar com roqueiros do Colégio. O histórico era de meter o pavor aos professores dali. O Colégio era uma imensa platéia dos três do fundão.

A aula não rendia. Os três roqueiros eram uma espécie Danko Jones tendo a sala de aula como espaços de shows. A minha fala não obtinha ecos, as tentativas de diálogos eram ruídos de um mudo. A situação provocava um calor na manhã de frio. Precisei tirar a minha proteção, o moleton. De repente, um silêncio. Senti o power trio do fundão se calar, a imaginação criou sons de euforia da platéia.

Os três olhavam para a capa do disco My war, da banda Black Flag, estampada na minha camiseta. De algum modo, os supostos terroristas do espaço escolar leram a mensagem da camiseta. Daquela a manhã a todas até o final do ano, o power trio passou perceber as aulas de história com certa importância e uma maneira de conhecer bandas pesadas e barulhentas.

O final é que os três foram aprovados em história, mas continuram cheios de tédios nas outras matérias, porém mais calmos, quase uma versão acústica tocando a porra da Legião Urbana nas noites joinvilenses. Dois anos depois, encontrei um dos garotos, no Bar China, no centro de Floripa. Trocamos telefones e nenhum outro contato até hoje.

Continua com outras bandas...

terça-feira, 1 de março de 2011

Palavras sobre um pouco da Espada e da Rosa

Fui assistir a peça “Entre a espada e a rosa”, do grupo joinvilense Fio de Ariadne. A peça é a primeira montagem do grupo, tendo no elenco atriz e professora de teatro Ângela Finardi e a novíssima nos palcos Gisele Becker. A montagem é uma “adaptação” de contos da Marina Colasanti.

No meu pouco conhecimento teatral, não classifico a montagem como uma adaptação. A senti como um encontro de elementos da contação de história, a prática de pegar um livro e contar com palavras alimentadas no coração de quem conta e de quem escuta. Ocorreu uma ruptura da fronteira do fazer teatral e a contação, era um flerte com a memória já vivida de quem está contando-encenando, cujos movimentos dos corpos e marcas eram teatrais.

O cenário remetia a cozinha, daquelas típicas da casa da vó, trazendo parte do universo feminino. Ficou explicito as memórias de quem conta-encena. Que bom!

A presença de Ângela é de quem conhece cada sobra de poeira da cozinha, não deixando um único espaço vazio do sue toque, seja com os movimentos do seu corpo, o volume da voz ou com o ruído do silêncio. A Gisa se faz presente no seu tamanho físico, engrandecido pela força dos seus sentimentos, entrando por toda cozinha com uma beleza encantadora, tendo uma voz suave, como se as horas fossem embora sem tomar nota do seu adiantar.

Caso pegue o texto para ler na noite de hoje, os sentidos despertados serão outros, quem sabe profundamente melancólicos com as fábulas de Colasanti. No dia da apresentação nada disso senti, pois Ângela e Gisele me deixaram confuso na suavidade das suas vozes e dos seus corpos. Na noite de hoje, escolho ficar com os sentidos do fim de domingo.


Informações do Grupo: http://www.grupofiodeariadne.blogspot.com/

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Deu na coluna Orelhada

Estou fazendo a consulta em história para o documentário de Fabrício Porto. As filmagens estão finalizando, em breve será o processo de edição. Reproduzo o que deu na coluna Orelhada, do jornal A notícia."Com as gravações em estágio final, Fabrício Porto começou a editar o material já coletado pra “Ditadura Reservada”, documentário que vai expor as diferentes visões dos joinvilenses a respeito do regime militar. Se por um lado ex-presos políticos como Edgar Schatzmann (foto) confirmam a mão pesada dos generais, por outro, é fato que muita gente achava que tudo corria às mil maravilhas. A cidade era até benquista pelos presidentes militares – três deles vieram em visita, e um deles, Castello Branco, até desceu do carro pra cumprimentar os cidadãos, coisa que jamais fazia. Porto espera lançar o filme durante a Mostra Cinevídeo, ainda sem data." Fonte aqui.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Entre a espada e a rosa

Clique na imagem para ampliar e visite o Blog: http://www.grupofiodeariadne.blogspot.com/

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Diário de classe – IV

Leciono num tradicional espaço escolar da cidade de Joinville. O lugar forma as lideranças políticas e econômicas da cidade, como lembrou uma carinhosa professora universitária, ao discutirmos sobre o meu papel no Colégio.

Alguns amigos(?) notaram uma grande contradição, uma hipocrisia com a minha trajetória histórica. Sim, esses sentimentos e interpretações passaram – e passam- em mim. Falaram pelas costas, cada uma faz sua escolha.

Não acredito que seja totalmente contraditório e hipócrita, apesar de refletir com as duas palavras. Considerando a situação de um professor consiste na venda da força de trabalho ao Estado ou a iniciativa privada. Quando um professor vende sua força de trabalho para o Estado, o resultado passa servir aos dados estatísticos de governos corruptos e perpetuadores da exploração. Quando a venda ocorre ao ensino privado, o professor passa educar os principais beneficiários e realizadores da exploração. Ou seja, professor de orientação política socialista, comunista e anarquista está fadado a contradição.

Um fato relevante é que não só de contradição vive a classe dos-as professores-as. Ainda resta o ato da sabotagem. Lembro dos garçons sindicalizados ao IWW, na década de 1920, nos EUA. Durante os jantares de grandes empresários, exploradores da classe trabalhadora, antes de servir a mesa, os garçons providenciavam pequenos atos de sabotagem, como derrubar um prato de comida numa elegante esposa de um capitalista ou, baratas estavam nos pratos.

Sabe, a sabotagem é o que podemos fazer no espaço escolar privado e público. Lá, munidos de nossos conhecimentos e de diferentes metodologias de ensino podemos ensinar a meninada, levar amor para as crianças que estão construindo os seus futuros na história, manter um relacionamento baseado em carinho e responsabilidade. Enquanto isso, os amigos que falam pelas costas, é melhor deixar pra lá. Já que nas escolas encontra-se um número gigante de criançada precisando dos sentimentos mais belos e transformadores. É lá que estou.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Tuitaço contra os aumentos

Caso você tenha uma conta no twitter e é contrário ao aumento da tarifa nos zarcões, entre no tuitaço de hoje. Você poderá contribuir com a luta, pelo menos nas redes sociais. Às 10 horas da manhã, digite uma mensagem sobre o transporte e coloque a hashtag #contraoaumento